Segundo a proposta, equipes intersetoriais formadas por profissionais das redes de proteção social e atenção básica à saúde vão buscar, no conjunto de mulheres de determinada comunidade, as que não fizeram os exames preventivos e de rastreamento de câncer de útero e de mama, garantidos pela Lei 11.664/2008.

O objetivo é auxiliar as que não puderam se consultar ou fazer os exames preventivos, por enfrentar dificuldades sociais, geográficas ou culturais, a mantê-los em dia. A estratégia específica para essas ações será definida em regulamento.

— É preciso uma postura mais proativa dos serviços de saúde para aumentar a adesão das mulheres às estratégias de controle do câncer. O mérito e o alcance social da proposição encaminhada pela Câmara são inquestionáveis —disse a relatora Marta Suplicy (PMDB-SP), que apresentou emenda apenas para ajustar a redação da proposta.

A senadora lembrou que, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o carcinoma do colo uterino acomete mais de 16 mil mulheres por ano no Brasil, e um terço evolui para óbito.

— A maior parte dessas mortes decorre da demora em diagnosticar e tratar a neoplasia e suas lesões precursoras. A proposta ajudará a melhorar esse quadro — previu.

O projeto originalmente queria condicionar o recebimento da Bolsa Família à realização do exame ginecológico. Em sua tramitação pelas comissões da Câmara, foi alterado para perder o caráter punitivo e melhorar a promoção da saúde das mulheres.

Fonte: Agência Senado

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